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Inmet monitora possível “ciclone bomba” com risco de temporais severos no Sul do Brasil

Sistema pode se intensificar rapidamente entre Argentina, Uruguai e o Oceano Atlântico, provocando chuva forte, granizo, rajadas acima de 100 km/h e queda acentuada das temperaturas

04 de agosto de 2026 · Por Redação
Inmet monitora possível “ciclone bomba” com risco de temporais severos no Sul do Brasil

O Instituto Nacional de Meteorologia acompanha a possível formação de um ciclone extratropical intenso entre a Argentina, o Uruguai, o Sul do Brasil e o Oceano Atlântico. Os modelos indicam condições favoráveis para uma rápida queda da pressão atmosférica, processo conhecido como ciclogênese explosiva, bombogênese ou, popularmente, “ciclone bomba”.

Segundo o Inmet, o sistema deve começar a se organizar na quinta-feira, 6 de agosto, a partir de uma área alongada de baixa pressão sobre o norte da Argentina e o Paraguai. Na sequência, deverá evoluir para um centro de baixa pressão entre o Uruguai e o litoral do Rio Grande do Sul.

A previsão indica que o ciclone poderá sofrer forte intensificação entre sexta-feira e sábado. A pressão central do sistema pode cair de aproximadamente 967 hPa para perto de 941 hPa em 24 horas, redução compatível com um episódio de bombogênese. A menor pressão prevista, em torno de 940 hPa, deve ser registrada no sábado, quando o fenômeno estará em sua fase mais intensa.

Apesar do nome popular, o ciclone deve permanecer principalmente sobre o oceano e se afastar gradualmente da costa da América do Sul. Ainda assim, sua formação e a passagem da frente fria associada podem gerar impactos importantes em áreas do Centro-Sul do Brasil.

Temporais, ventos e granizo

Os principais efeitos são esperados entre os dias 6 e 8 de agosto, especialmente nos três estados da Região Sul. Há previsão de chuva intensa, descargas elétricas, queda de granizo e rajadas de vento, além da possibilidade de formação de linhas de instabilidade durante o avanço da frente fria.

As rajadas mais fortes devem ocorrer no Oceano Atlântico, onde podem ultrapassar os 100 km/h nas proximidades do centro do ciclone. No litoral e em áreas do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, os ventos também podem superar 60 km/h durante o período de maior instabilidade.

No Paraná, a previsão é de aumento das condições para tempestades, principalmente nas regiões Oeste e Sul. O Inmet mantém aviso amarelo de perigo potencial para todo o estado na quarta-feira e prevê alerta laranja para áreas paranaenses na quinta-feira, quando o sistema deverá ganhar intensidade.

As instabilidades também podem alcançar o sul de Mato Grosso do Sul e áreas próximas à divisa de São Paulo com o Paraná. Em grande parte do interior do Brasil, entretanto, o tempo seco e os baixos índices de umidade devem continuar predominando.

Frio deve avançar após a passagem do sistema

Depois da passagem da frente fria e do afastamento do ciclone para o oceano, uma área de alta pressão deve avançar sobre a Argentina e o Sul do Brasil. Esse movimento favorecerá a entrada de uma massa de ar frio e a queda acentuada das temperaturas nos dias seguintes.

O ar frio poderá atingir também áreas das regiões Centro-Oeste e Sudeste, provocando mudança significativa no tempo após o período de tempestades.

O Inmet ressalta que a classificação definitiva como “ciclone bomba” dependerá da confirmação da velocidade e da intensidade da queda da pressão atmosférica durante a evolução do sistema. A trajetória e os impactos ainda podem sofrer ajustes conforme novas atualizações dos modelos meteorológicos.

A recomendação é que a população acompanhe os alertas oficiais, evite áreas abertas durante tempestades, não permaneça próxima de árvores ou estruturas frágeis e redobre os cuidados em regiões sujeitas a alagamentos e queda de energia.

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