Passagens aéreas impulsionam inflação do turismo em Curitiba, acima da média nacional
Alta das tarifas aéreas pressiona os custos de viagens e faz a inflação turística da capital paranaense superar o índice registrado no Brasil

O custo para viajar continua aumentando em Curitiba e Região Metropolitana. Levantamento da Fecomércio PR, com base nos dados do IBGE, mostra que a inflação dos produtos e serviços ligados ao turismo na região ultrapassou a média registrada no Brasil, tendo como principal fator a expressiva alta das passagens aéreas.
Somente no mês de junho, as tarifas aéreas registraram aumento de 9,79% na capital paranaense, percentual superior ao avanço de 8,45% observado na média nacional. O reajuste contribuiu diretamente para elevar o custo da chamada Cesta do Turismo, indicador que reúne despesas como transporte, hospedagem, alimentação fora de casa, pacotes turísticos e lazer.
No acumulado do primeiro semestre de 2026, a inflação do turismo em Curitiba e Região Metropolitana chegou a 2,39%. Embora o índice ainda permaneça abaixo da inflação geral da região, medida pelo IPCA, de 2,83%, ele supera a média nacional da Cesta do Turismo, que ficou em 1,54% no mesmo período.
O cenário é ainda mais evidente na comparação dos últimos 12 meses. Entre julho de 2025 e junho de 2026, a inflação do turismo na capital paranaense alcançou 9,55%, enquanto a média brasileira ficou em 8,84%.
No mesmo intervalo, a inflação geral da economia foi de 3,61% em Curitiba e Região Metropolitana e de 4,64% no país. Os números mostram que os gastos ligados ao turismo avançaram em ritmo mais acelerado do que os demais preços da economia.
O comportamento das passagens aéreas continua sendo um dos principais responsáveis pelas oscilações do setor. A combinação entre custos operacionais elevados, combustível de aviação mais caro e ajustes na oferta de voos tem pressionado os preços, refletindo diretamente no orçamento de quem pretende viajar.
Mesmo com a alta, o turismo segue movimentando a economia, impulsionado pela demanda por viagens de lazer e negócios. O levantamento reforça, no entanto, a necessidade de maior planejamento financeiro por parte dos consumidores que pretendem viajar nos próximos meses.